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OS MIL E UM MÁRIO NUNES

Em meio à escuridão e sons sussurrados perdidos, eis que surge uma luz direcional, com seu círculo como sol,
iluminando a cortina cor vermelha rubra escura, em tecido aveludado. Envolta em tantas respirações que por vezes se prendem de expectativa, surge uma música a quebrar aquele silêncio colorido. Seriam trombetas?Abrem-se as cortinas, que do centro se separam devagar, e lá no meio do palco, uma figura inusitada, com sua cartola preta em punho, e na outra mão gestos como se puxassem fios invisíveis de dentro da cartola...E dela começam a sair imagens, sons e luzes multicoloridas. Eis a mágica! E como numa metáfora da vida, tentamos visualizar as mil e uma facetas dessa figura ímpar – Mário Nunes!


Na sala de entrada do escritório, em cada canto, havia painéis montados, com fotos recortadas e sobrepostas sobre recortes de jornais, também havia fotocópias de recortes e fotos, tudo minuciosamente montado, com uma ordem que parecia confusa, mas ali estava o verdadeiro tesouro de Mário Nunes – sua família, seus amigos, suas vivências e sua querida amada, vestida por vezes de vestidos luxuosos, cheios de brilho de pedras preciosas, sapatos confortáveis e elegantes, passos suaves e movimentos gentis, mas não poderiam faltar-lhe adornos, como pulseiras de ouro e pedras
preciosas, anéis coloridos, de rubis e safiras, cabelos soltos, e com cachinhos delicados, voz de tom decisivo e altivo, olhos vibrantes e o sorriso, e o sorriso, de um ar que ri, ou seria um ar + água que ri? Sim। A moça era Araguari. Que não poderia causar ciúmes em sua querida esposa, porque Mário Nunes sabia dar atenção a todos eles, o carinho era distribuído entre seus amores, como flores, ou um mar delas, porque amor não tem limites.






Mário Nunes – família (05/08/1926 -31/07/2007 )




Nasceu em Araguari. Pai de três filhos, Mariaci Duarte Nunes, Mário Nunes Júnior, e Maristela Duarte Nunes. E avô de Maíra e Fabiano, filhos de Mariaci. Foi casado com Iaci Duarte Nunes (19/03/32 -20/10/91). Iaci faleceu depois de 34 anos do que ele chamava de “Felicidade Plena”.

Mário Nunes – o seresteiro
De acordo com seu filho Mário Nunes Júnior o mesmo participou de um grupo de serestas: “Durante muitos anos, mamãe e papai participaram da Turma da Seresta, regida pelo saudoso "maestro" Walter Henrique. Inclusive foi publicado um livreto com as músicas mais cantadas por eles. Ainda tenho esse exemplar. Da turma faziam parte também Dr. Romeu Duarte e esposa Marta, o saudoso dentista José Ferreira e sua esposa Magda, Carreiro e esposa Mariinha, Djalma da Louçadada e sua esposa Fátima, Dr. Marcílio e esposa, e muitos outros.
Ao som de violino, violão, acordeão, seus membros cantavam pérolas do romantismo brasileiro, as genuínas músicas de seresta, as valsinhas, tangos...por ocasião do aniversário de casamento de cada um dos casais do grupo. Era um espetáculo maravilhoso.”

Mário Nunes – O Esportista
A praça da Matriz presenciou, já em sua infância, os primeiros chutes e treinos de futebol com os amigos Carreiro, Karim Daher, Mauro Cunha, Teço, Petrônio Zamboni, Zedú, Beduíno, Gerônimo, Pedro Gomes, Mirote, Milico, Zé Monteiro (Canhoto), Mário índio, Revalino, Dilico, Levindo, Osmar Baratinha, Aloísio Santos, Avenir Alves, Braga Gomide, Mário Baíca, Baiano, Onofre
Ferreira, Miguel D. de Oliveira, Onofre Bittencourt, Leopoldo Goulart, Mané Preto, Picolé e outros...
Mário Nunes foi um dos fundadores do Fluminense Futebol Clube e do Araguari Atlético Clube। Jogou em ambos os times bem como no Amparo E। C। – Escola de Comércio। Fundou também o Araguari Futebol Clube do Bairro Ipiranga em São Paulo e jogou para Minerva e Bandeirantes em São Paulo, Seleção Araguarina, Regina Pácis, Cambaúba, Pires do Rio, Colégio Ateneu Paulista em Campinas, SP।
Mário jogou profissionalmente de 1941 a 1956
Organizou no Pica-Pau Country Club inúmeros Torneios de Futebol da Madrugada (ligava para cada madrugador todas as madrugadas, deixando dar dois toques no telefone, para incentivar)।e Um dos torneios inclusive foi filmado pelo Fantástico – o show da vida, da Rede Globo, por meio de solicitação de Mário Nunes.


Mário Nunes – o jornalista
Sua vida jornalística teve seu começo em 1944 quando o jornal Gazeta do Triângulo publicou uma poesia sua। Sentiu-se incentivado, porém abraçou realmente a causa jornalística de divulgar Araguari em outubro de 1947.
Mário Nunes enviava regularmente notícias de Araguari para vários veículos de comunicação como emissoras de rádio, de TV, jornais e revistas de inúmeras cidades, tais como:
Belo Horizonte: Diário de Minas, Estado de Minas, Jornal de Minas
Brasília: Correio Braziliense
Rio de Janeiro: Diário Carioca, A Voz de Portugal
São Paulo: Folha de São Paulo, A Gazeta Esportiva, Notícias Populares, Última Hora.
Uberaba: Jornal da Manhã, Lavoura e Comércio, Correio Católico, Expansão, Uberaba News
Uberlândia: O Triângulo, Tribuna de Minas, Correio de Uberlândia, Jornal da Cidade, O Esporte.


Como conta o jornalista José Eustáquio Valverde Morais, em artigo publicado no jornal Gazeta do Triângulo de Araguari, em 13 de setembro de 2000, com título Mário Nunes é Araguari: “Para que vocês tenham uma idéia da dimensão (e importância) desse trabalho do Mário, conto um fato pitoresco. Uma vez viajando lá para os cafundós dos Judas do interior de Goiás, de passagem por uma corruptela que nem sequer lembro o nome, parei para almoçar em uma pensão. Depois do frugal repasto, conversando com o pessoal que fazia a sesta em uma pequena sala de estar, um sujeito perguntou se eu era goiano, isso em razão do meu sotaque.Diante da pronta resposta: - Não senhor, uai! Sou mineiro lá do Araguari, o caboclo retrucou: - Ah! Já sei! É da terra do tal Mário Nunes. É incrível um negócio desses! O camarada nem sabia direito onde ficava Araguari mas já havia lido uma nota alusiva à cidade mineira publicada em um jornal de Goiânia e assinada pelo divulgador.”
Mário Nunes – O Mágico – O Desabotoador
Nosso mágico tinha sua vestimenta própria, sua cartola, sua varinha। Fazia apresentações em colégios e festas, sem cobrar nada, só pelo simples fato de gostar de fazer seu espetáculo। Em datas remotas, suas mãos ágeis começaram a treinar uma brincadeira – a de desabotoar a camisa dos amigos... E assim, com o passar do tempo, foi aperfeiçoando, até que suas vítimas, sempre homens, não sentiam enquanto conversavam com Mário Nunes as suas camisas ficarem abertas, mostrando-lhes a barriga...Ele desabotoou camisas de pessoas famosas como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, Garrincha e Nelson Gonçalves।

Mário Nunes – O Cicerone
Sempre que chegavam pessoas forasteiras na cidade, é claro que nosso cicerone procurava já ir puxando uma “prosa”. Às vezes vinham à Igreja Matriz para rezar e contemplar sua beleza arquitetônica, e como o escritório de Mário Nunes era logo ali, na Praça Padre Nilo, ele já se prontificava a ir com os forasteiros, fazer um tour pela bela Araguari. Já fechava seu escritório e colocava lá na porta, um cartaz de improviso, escrito a mão: “ Volto já”. Com esse recado, todos que o conheciam, sabiam que ele estava por aí, por Araguari com desconhecidos, mas acompanhado de seu anjo da guarda, ficavam tranqüilos, porque ele fazia com muito carinho esse trabalho. Quando levava seus turistas ao Pica-Pau, era tradição, beberem três goles da água da bica, porque isso iria rejuvenescer 10 anos de quem o fizesse. E ele continuava, com todas suas palavras poéticas, a dizer que a água de Araguari é rejuvenescedora, que ali havia as mulheres mais bonitas, do Triângulo Mineiro, e quiçá do mundo. Em Araguari, continuava ainda – só envelhece após os 90 anos de idade...
Também explicava a origem do nome de Araguari, é claro que nas concepções “marionuneanas”, Ar + água + ri,
o ar está relacionado ao antigo nome de Araguari – Arraial da ventania, a água e ri, vem de Brejo Alegre, outro nome de Araguari. Ainda reforçava: - Quem bebe da água de Araguari não consegue ficar mal humorado...
Sua alegria e bom humor contagiavam a todos, que logo se sentiam em casa. Com certeza foram muitos turistas que levaram consigo recordações de Araguari e de nosso amigo Mário Nunes que hora os levava aos locais especiais da cidade, hora explicava os detalhes e histórias de sua Araguari.
Quando os visitantes entravam em seu escritório, deixava-os à vontade, e entre as animadas conversas, escolhia já suas vítimas, os homens apenas, para com sua rapidez e agilidade de mágico, desabotoar a camisa de todos। Depois de refeito o susto, ele convidava os presentes a tomarem a famosa “Batida de Coco”, um ritual obrigatório a todos que visitavam seu escritório। Não adiantava relutar dizendo que aquele tipo de bebida não ia cair bem naquele horário... E num susto só, sentiam em seus ombros as batidas de um pedaço de coco, partido ao meio, já oco, sem conteúdo, e as gargalhadas se espalhavam pela sala।

Mário Nunes – o amigo
Não era difícil de encontrar em seu escritório, reunidos a conversar animadamente, como chamava Mário: A turma da velha guarda. Os amigos que conviveram com ele em outros tempos, tempos do colégio, do futebol, da Rede Ferroviária Federal.... Podemos citar alguns deles, como os do futebol, como Carreiro, Karim Daher e Mauro Cunha...

Mariaci lembra do Dia do Araguarino Ausente: “Papai criou o Dia do Araguarino Ausente como uma forma de rever e de trazer à cidade, em julho, época de férias, os araguarinos espalhados pelo Brasil। Como ele sempre mandava jornais pra muita gente, fazia também o convite। Era um dia dedicado à visitação ao Bosque, ao Pica-Pau e todos almoçavam juntos em algum restaurante, relembrando os bons tempos। Ele considerava tão importante receber os que estavam fora, que no Dia de Finados, ocasião em que muitos vêm à cidade pra rezar pelos seus, ia ao cemitério pela manhã e passava lá boa parte do dia, reencontrando pessoas, matando saudades। E sempre dizia: "se o pessoal que está fora voltar, Araguari vai crescer mais"।


Mário Nunes – O Artista de Cinema
















Mario Nunes participou do filme “O Caso dos Irmãos Naves”। O filme é a reconstituição de um caso real, ocorrido no Governo de Getúlio Vargas em 1937, na cidade de Araguari (MG). Naquele tempo, o regime ditatorial é que regia o país, causando problemas nas áreas econômicas e de direitos humanos. O filme começa quando um homem, Benedito Pereira Caetano, foge levando o dinheiro de uma safra de arroz. A economia da época sofria constantes quedas de preços, e o setor agrícola é o que mais sofria. Nessa época é que entra em cena o comerciante de cereais Benedito Pereira Caetano (1905 - 1967), um rapaz trapalhão e extremamente ambicioso, e sócio com seus primos, os irmãos Sebastião José Naves (1902 - 1964) e Joaquim Rosa Naves (1907 -1948), com quem havia comprado um caminhão em sociedade, sendo ambos também comerciantes de cereais.


Benedito comprara com a ajuda de seu pai uma enorme quantia de arroz para vender durante uma possível alta nos preços। Mas com os preços em queda constante Benedito viu-se obrigado a vender sua safra em expressiva perda,
contraindo ainda mais dívidas e assim sobrando-lhe somente uma última - mas vultuosa - importância em dinheiro: cerca de 90 contos de réis (aproximadamente 270 mil reais nos padrões de hoje) resultantes da venda de sua última leva de arroz। A quantia embora expressiva não cobria todas as suas dívidas que à época totalizavam cerca de 136 contos de réis. Ele toma uma decisão inusitada: na madrugada de 29 para 30 de novembro do mesmo ano ele decide sair às pressas da cidade, sem comunicar nada a ninguém, levando consigo seus últimos 90 contos.

Os irmãos Naves (Raul Cortez e Juca de Oliveira), sócios do fugitivo, denunciam o caso à polícia। De acusadores passam, no entanto, a réus, por obra e graça do tenente de polícia (Anselmo Duarte), que dirige a investigação। Poucos dias depois, o delegado responsável pelo caso, o civil, acaba sendo substituído pelo tenente militar Francisco Vieira dos Santos, o "Chico Vieira" (1897 - 1948), vindo de Belo Horizonte। Este, temido como um homem truculento e adepto de torturas, seria o maior vilão e causador do maior erro judiciário desta história. Presos e torturados, os Naves são obrigados a confessar o crime que não cometeram.
Até os dias atuais o caso é usado nas faculdades de direito como exemplo do maior erro judiciário do Brasil. A cópia do filme encontra-se no Arquivo Público de Araguari. Vale a pena destacar que em 1968 O Caso dos Irmãos Naves foi considerado o melhor filme do ano e, em 1972, fez grande sucesso em Nova York, impressionando a crítica local. João Alamy Filho, o autor do livro em que o roteiro do filme foi baseado, foi o advogado dos irmãos.
Mário Nunes participa da cena num comércio de Araguari। A cena tem a participação do ator Anselmo Duarte (delegado de polícia) e cidadãos de Araguari, representados pelo professor Bernardino Sena, Mário Nunes, Abdala mameri e João batista da Costa।
Mário Nunes – O Dançarino
Como muitos o chamavam “pé de valsa”, sua filha, Mariaci Nunes lembra com carinho: “... dançar era algo que ele fazia com muito prazer. Adorava boleros (Nat King Cole entre tantos) e ia semanalmente à UNIAPA dançar. Quando havia alguma comemoração, ou quando estávamos em qualquer ambiente com música, ele sempre chamava alguém pra dançar. Sim, mamãe o acompanhava nas danças e eles davam o maior show, até em bailes de carnaval. Uniapa - União dos Aposentados de Araguari. É um grupo de aposentados que tem esta associação, uma sede e dançam toda semana. É maravilhoso ver pessoas que apesar da idade estão lá, se divertindo, sorrindo, fazendo valer a pena cada minuto. Todas as vezes que íamos a Araguari, papai fazia questão de nos levar lá e dançávamos."


Mário Nunes – O Cristão









Maristela Duarte Nunes relata: “... papai participou anos a fio da Irmandade do Santissimo Sacramento da igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde. Inclusive foi enterrado com a opa - o uniforme vermelho da instituição. Mamãe e papai fizeram o cursilho e depois, por muitas vezes, participaram da cozinha, preparando tudo para os que fizeram os cursos posteriormente. Aliás esse movimento católico foi muito forte para eles que também participavam das preparações dos cartazes de boas-vindas quando os participantes voltavam às suas casas. Eles também sempre iam se despedir da turma seguinte que ia fazer o cursilho no trevo da cidade.Papai e Padre Nilo Tabuquini sempre tiveram uma amizade especial। Inclusive foi o papai que lhe ensinou a dirigir num Fordinho 29 que Pe. Nilo tinha. Depois da morte do Pe. Nilo, papai, por diversas vezes, organizou sorteios e depois de muito suor, e de muitas outras campanhas, o grupo finalmente conseguiu angariar os fundos necessários para construir a Casa Padre Nilo - para a recuperação de drogados. O prédio de grande porte foi construído em um lugar fora da cidade, numa fazenda cujo terreno foi doado por algum fiel da igreja, acho. ”



Homenagens recebidas

Título de Sentinela da Comunidade।
Troféu Gutemberg de Jornalismo em Belo Horizonte.
Eleito HOMEM COMUNICAÇÃO 1975, gestão do Prefeito Milton Lemos da Silva e em 1995, gestão do Prefeito Miguel Domingos de Oliveira em concursos realizados por Vasco José da Mota (BILA)।
Título de Cidadão Benemérito de Araguari, gestão do Prefeito Milton Lemos da Silva.
Diploma de Personalidade do Ano, indicação de Argemiro Tomaz de Aquino, Rádio Araguari PRJ 3.
Troféu da Associação de Imprensa do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba – AIMAP – em 18/11/86, cujo Patrono foi o grande jornalista Nicolau Neto, organização do jornalista J. B. Coury. Diploma Melhores de 1986.
Medalha da Associação Médica de Araguari
Troféu da Associação Odontológica de Araguari
Diploma da Associação Odontológica de Goiás
Troféu da União dos Estudantes de Araguari
Troféu do Jornal de Minas, Belo Horizonte, MG
Troféu José Bittencourt da Rede Ferroviária Federal S.A.
Troféu da Rádio Cacique de Araguari
Medalha da Corrida de Páscoa organizado por Jaime Ferreira Neves
Medalha da Associação de Artesanato de Araguari, diretora Zaida Oliveira Sícari
Diploma de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Araguari por ocasião dos 50 anos de jornalismo, recebido das mãos do saudoso Deputado Federal, Raul Belém.
Diploma de Honra ao Mérito dos amigos de Araguari em Brasília por ocasião dos 56 anos de jornalismo
Foi vereador de 1954 a 1957 – gestão do prefeito Eduardo Rodrigues da Cunha नेतो


Um pedido de Mário Nunes
Mário Nunes sempre pedia, que fosse criado um espaço, um museu. E nele fossem colocadas fotos da evolução da cidade. Por isso pedia a todos araguarinos para tirarem as fotos do baú e doarem para o arquivo público. Mário Nunes com sua visão histórica nos últimos anos de sua vida começou a doar ao Patrimônio Histórico da Prefeitura de Araguari o seu acervo com mais de 4 mil fotos de Araguari. Transferiu também para a instituição seus inúmeros troféus, medalhas e honrarias recebidas. Tudo já eficientemente catalogado pelo Patrimônio. Após seu falecimento a família doou ao Patrimônio o seu escritório praticamente completo com sua antiga máquina de escrever e muitos outros pertences.
Fica aqui, a esperança de nossos administradores públicos, restaurarem por exemplo o antigo prédio da Companhia Prada de Eletricidade, e lá fazerem um espaço especial, uma mostra constante, onde a população e os estudantes façam visitas, para não deixarem no esquecimento a evolução de Araguari।

Agradecimentos

Agradeço aos filhos de Mário Nunes, que me acolheram e me ajudaram com a seleção de vídeos, fotos, recortes e textos। Sem essa ajuda não seria possível essa homenagem।

Vídeo Homenagem






Mário Nunes – Momentos Especiais e Despedidas



Por: Marco Antônio Rodrigues da Cunha Jr
Jornal: Gazeta do Triângulo
Data: 09/08/2007
"Foi com muito pesar que recebemos a notícia da partida do grande e bom amigo Mário Nunes... Nossa tristeza nem tanto é por sua partida propriamente dita - pois temos a certeza de que, agora, ele está muito melhor que nós - mas por que não tivemos a oportunidade de nos despedir do Amigo...Pessoas muito mais abalizadas estão se manifestando sobre o que representou e sempre representará o Mário Nunes na história de Araguari, assim como de seu destaque na sociedade araguarina...

Entretanto, com muita saudade, gostaria de registrar o quanto sinto-me privilegiado por ter sido amigo deste incrível araguarino! Homem simples, amigo, generoso, alegre, honesto, pacato, sincero, espontâneo, saudosista, de um grande coração, defensor e amante incondicional de sua “Cidade sorriso e surpresa do Brasil”..!Mário Nunes faz parte de uma galeria de grandes nomes de Araguari e, com certeza, é uma das lendas da história dessa cidade que ele tanto amou... Vou me lembrar, com muito carinho de suas brincadeiras... do dedo torto que desabotoava as camisas como num passe de mágica e que ele dizia que havia quebrado num acidente de ultraleve... “Vinha passando um ultraleve e, quando olhei para cima, tropecei, caí e quebrei o dedo”!!... De quando o conheci e ele insistiu que eu tomasse uma tal “batida de côco”...!

Quando falava que, ao irmos ao Pica-Pau, não poderíamos deixar de tomar a água da fonte para que rejuvenescêssemos 10 anos... “Mas só podem ser três mãozadas, senão atrapalha...”!! De quando ele falava pra todos que tinha dez anos a mais do que sua idade real (estaria completando “91”!) – quem não o conhecia com mais intimidade ficava admirado do quanto ele estava conservado...! Me lembrarei das muitas vezes que o Mário me convidou para almoçar no Fogão de Lenha e de quando eu ia pagar a conta descobria que ele já havia acertado tudo...! Quantas vezes cheguei de surpresa em seu escritório – “Mr. Nunes”, diz a placa – ele estava ali recebendo os velhos amigos, Chiovatto, Carreiro, entre outros, ou datilografando alguma nota para o Gazeta do Triângulo...! Ali era o seu local de inspiração e o ponto de encontro da velha-guarda!... Também, hei de me lembrar das vezes que acompanhei o meu Amigo em suas idas ao Clube dos Aposentados, apenas para estar perto dele, e lá observava a alegria que ele tinha quando encontrava outros amigos – gostava de brincar com eles e me apresentava-os como “FHC”, “Itamar Franco”, “Brizola”, entre outros (e pareciam mesmo!)...

Sem falar que o Mário era mesmo um “pé-de-valsa” !!Muitas saudades, mesmo, das colunas do “Mitae Lulos de Itiguitá”... Dos jornais da Gazeta que me enviava pelos Correios, juntamente com releases, fotos, recortes, bilhetes, folhas de árvores com mensagens, e etc... (dizia no destinatário: “Deputado”, “Senador”, “Dr.” Marco...!!!) Fora os carimbos, marca registrada do Mário: “ ARAGUARI: Cidade Sorriso + Surpresa, Terra da Mulher Bonita + Café + Tomate + Laranja + Cachaça – Deixe de Fumar e Viverá Mais! VELHO AQUI SÓ DEPOIS DOS 99 !...” e “ ARAGUARI, Capital da: Mulher Bonita, Café, Cachaça, Tomate, Laranja, Água Cristalina que rejuvenesce, Cidade Sorriso e Surpresa do Brasil !... VIVER AQUI É BOM DEMAIS!...”Esse Mário é que era demais...!!!Lembro-me, também que, no momento em que eu chegava em Araguari ele me telefonava no hotel e perguntava pelo “Deputado” Marco Antônio, dizendo ser o “Dr. Olavo”, e as pessoas acreditavam...! Gostava de falar comigo ablando em castelhano...

Que figura, minha gente ! Realmente, eu tinha prazer em estar com o Mário...!! Gostava muito de ir com ele visitar o velho e bom amigo Afif Rade, juntamente com a Sonilda (“Gordinha”) e suas irmãs... Ele era um grande sujeito, rico de espírito e um cara bem família... Falava com muita saudade e ternura de sua mulher Iaci e tinha muito orgulho de seus filhos! Gostava bastante de esporte - principalmente do futebol que praticou como centro-avante, representando Araguari - aproveitava a vida escrevendo e estando com os amigos... Adorava viajar e, sempre que podia, vinha a Brasília, Goiânia e gostava de relaxar nas águas quentes de Caldas Novas!... É, eu poderia falar sem parar de tantas coisas boas do velho e bom Mário Nunes...!! Lembro-me dos casos que contava, inclusive de como gravou uma cena no filme “O Caso dos Irmãos Naves”...Mas paixão mesmo ele teve por sua terra natal, a Araguari de seus sonhos...!

Com certeza, estará se encontrando com um grande amigo e, também, uma das maiores figuras de Araguari, Abdala Mameri... (Os dois maiores amantes de Araguari e de sua gente – a Alegria e a Poesia !!).É incrível como vamos escrevendo e as recordações se descortinando em nossa memória... Lembro-me que, de vez em quando, ele nos apresentava um amigo e dizia: ...”esse eu carreguei no colo”!!... Uma vez, alguém comentava de um assalto que havia ocorrido na cidade e o Mário, de pronto, rebateu com seriedade e convicção: “Ah, não! Esse não deve ser daqui, não... Isso é ladrão de fora !...”Mário Nunes, realmente, era um homem à frente de seu tempo, nos deixou exemplos de amizade, paz, amor, respeito, fidelidade, alegria de viver, humildade, sinceridade, ética, entusiasmo e temor a Deus!... Amava as crianças e os mais velhos, e vivia como se fosse ver toda a História passar diante dos seus olhos, e fosse durar pra lá dos 99 anos...!!!

Tive a oportunidade e o privilégio de poder tirar muitas fotos com o Mário – o homem mais fotografado da história de Araguari! – e vou guardar com carinho as boas recordações desses tempos que não voltam mais...!! MÁRIO NUNES, um verdadeiro livro de infinitas páginas, de muitas histórias, surpresas, alegrias, saudades...!!

Usando um de seus chavões, podemos dizer que o Mário Nunes deixou sua marca !! Parabéns, Mário Nunes !!! Você jamais será esquecido !!!Enfim, é por isto que acredito e tenho a plena convicção de que temos de aproveitar a vida no melhor sentido da palavra, vivendo em harmonia com o próximo, cativando amizades frutíferas, amando as pessoas, ajudando os necessitados, seguindo os mandamentos de Deus e sendo tementes a Ele... Buscando nos aperfeiçoar espiritualmente, através do conhecer a Palavra de Deus e aceitando a Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador !!!... Assim, podemos ter a plena certeza de estarmos, um dia, vivendo juntos para a eternidade, entre irmãos, na glória de Deus !!!Fiquem na Paz do SENHOR !!!



Por: João Gazeta do Triângulo em 02 de agosto de 2007
Maior divulgador da cidade, Mário Nunes morre aos 80 anos
“Araguari é uma cidade querida e abençoada. Sou apaixonado por ela. O meu coração dói quando os ignorantes falam mal de Araguari. Aqui nasci, aqui quero falecer”. Esta declaração foi feita por Mário Nunes, o “pai dos jornalistas”, durante homenagem prestada pela Revista Evidência.

Na noite desta terça-feira, dia 31 de julho, o coração do maior divulgador de Araguari em todo o país e no mundo, parou de bater aos 80 anos de uma vida desfrutada com muita alegria e disposição. Familiares, amigos e admiradores se emocionaram com a última oportunidade de gozar da companhia de um homem de luta, de fé e determinação, que será sempre lembrado por seus atos e por seu imensurável amor por sua terra natal.

Como bem escreveu o articulista Nicolau Neto há oito anos no Jornal Estado de Minas: “O que seria do interior se não fosse o ardor de seus filhos na arte de projetá-la além fronteiras? Como que por encanto ou ‘encomenda’, as cidades das Gerais ainda se valem (e como!) das abnegações de seus filhos. Em Araguari, Mário Nunes é um fenômeno acima do previsto, tanto pela empolgação quanto pela devoção. Até parece ter vindo a esse mundão do Senhor para divulgar, com todas as suas forças e habilidade, os valores humanos e tudo de melhor com que a triangulina cidade é dotada”. Oportunas e sábias as palavras do renomado jornalista.

Foram décadas e décadas vividas na Praça Padre Nilo Tabuquini, a Praça da Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, onde morou com Iaci Duarte Nunes (também de saudosa memória) e constituiu uma família de três filhos: Mariaci, Mário Nunes Júnior e Maristela, que o presentearam com três netos.

“Aqui é a cidade sorriso, a cidade surpresa do Brasil, capital da mulher bonita, da acerola, do maracujá, do tomate, da cachaça, da água cristalina que rejuvenesce, do clima milagroso do amor. Araguari é um paraíso. Tem mudado gente de Uberlândia e Uberaba para Araguari. Me sinto orgulhoso e bem com isso”, contou em uma das suas últimas entrevistas o “pai dos jornalistas”, que morou em Campinas, em São Paulo e no Distrito de Piracaíba, na Fazenda Cambaúba.

Falar de Araguari era sempre um momento de muita alegria e emoção para Mário Nunes, que cativava a todos com seu carisma, seu jeitinho mineiro, com o respeito ao próximo e com as suas brincadeiras (como a de desabotoar camisas em fração de segundos. Juscelino, Jânio, Garrincha e Nelson Gonçalves que o digam). “Levei a vida assim, sem nunca ter discutido com ninguém. Meus pais eram assim, simples como eu”, dizia ele, na maioria das vezes deixando escapar algumas lágrimas.

Ex-aluno do Colégio Raul Soares, Mário Nunes viveu épocas de ouro do município. Foi jogador de futebol profissional quando Araguari tinha esquadrões inesquecíveis, expandindo o seu grupo de amigos e fãs, trabalhou na Rede Ferroviária Federal, atuou nos principais veículos de comunicação da cidade e foi, por muitos anos, correspondente de jornais de todo o país.

Na Praça da Matriz, onde funcionava o comércio de seu pai Nicomedes Nunes, o açougue e a fábrica de lingüiça, ele montou o seu escritório imobiliário, decorado por recortes de jornais, revistas, fotos antigas e atuais que traziam um conteúdo precioso da trajetória de Araguari.

Durante anos, Mário Nunes acordou cedo para integrar a turma da madrugada no Pica-Pau Country Club. Também adorava arrastar os pés no forró da Uniapa.

O escritor araguarino Edmar César Alves demonstrou muita felicidade ao escrever um texto especialmente para Mário Nunes. “São mãos que escrevem no presente a história de um passado que o futuro jamais esquecerá. São mãos acostumadas ao tempo, levando e trazendo mensagens aos mais distantes rincões”.

Mário Nunes parte para mais uma etapa de sua história e, com certeza, jamais será esquecido por tudo que fez por Araguari. A saudade já é grande. Vá com Deus, “pai dos jornalistas”.

Por: Marilia Alves Cunha



O amor de Mário Nunes por Araguari:A paixão de Mário Nunes por Araguari era tão intensa e na tentativa de eternizar esse seu amor incondicional pela cidade, mandou confeccionar, aproximadamente dois anos antes do seu falecimento, placa de bronze em forma de crucifixo para sua própria lápide onde se lê:
M
A
AMEI ARAGUARI
I
O


N
U
N
E
S

Crônica escrita por (publicada no jornal Gazeta do Triângulo em 1979 e republicada em 03 de agosto de 2007), intitulada Mário Nunes, Simplesmente:
“Chegou sorridente, entrou pela minha casa. Queria uma entrevista, retrato para clichê, divulgar um acontecimento e experiência agradáveis na vida de meu filho mais velho. Olhamos cartões postais, retratos, falamos sobre uma pá de coisas, conversa gostosa fluindo na sala. O cafezinho não foi aceito. Quem foge de cigarro tem medo de café.
Depois de muita anotação, esboço da matéria na mão, assunto liquidado. O amigo despediu-se. Deixou um recado. No meu maço de ¨Hollywood¨ deixado em cima da mesa encontrei um desenho: uma caveirinha, daquelas que têm dois ossinhos cruzados à guiza de pescoço encimava um CIGARRO DÁ CÂNCER, escrito em letras garrafais. Não sei se achei a caveira com a carinha tão boa, rindo para mim ou se é o meu, um caso de tabagismo crônico, perdido. O certo é que não me amedrontei. Guardei o recado. Quem sabe um dia...
Aquela conversa informal apareceu, que eu tenha visto, em três jornais, transformada em notícia. Mais uma vez, entre milhares de vezes, o jornalista divulgava Araguari, sua gente, suas coisas. Mais uma vez, por obra e arte de Mário Nunes, Araguari escrito em papéis outros que não os nossos. A notícia é social, esportiva, trágica, cômica, cultural? Não importa. Ela está lá e com ela a cidade vai desfilando por este mundo afora. Vai acontecendo. Não desaparece. Por obra e arte do nosso jornalista.
É um caso estranho e quase singular de amor. Num mundo onde ¨quanto¨ se exige em troca de ¨tanto¨ é difícil nada em troca. Mas há casos de amor assim, como este de Mário Nunes pela notícia e por sua terra. Não entram na onda de reprodução em série. São fora de série.
Não é necessário muita palavra para qualificar Mário Nunes. Pra que muito adjetivo? Todo mundo conhece e reconhece
– Mário Nunes, simplesmente..."

Neste espaço, aguardaremos outros depoimentos, já publicados ou não, de amigos que o conheciam e querem deixar aqui suas lembranças.

Comentários

Mário Nunes Jr. disse…
Querida Teresa, em nome de minhas irmãs e em meu nome, quero agradecer-lhe o seu imenso carinho dedicado ao nosso inesquecível pai Mário Nunes, por esse trabalho publicado no 2º ano de seu falecimento (31/07/2009). Muito obrigado. Estamos sensibilizados com essa homenagem. Abraços, Mário Nunes Júnior (marionunesjunior@gmail.com)
marilia Cunha disse…
Teresa Cristina,

adorei a recordação do Mário Nunes que, realmente, valia por mil, na multiplicidade dos seus dons e da sua inteligência. Mais do que isto, ele era a comprovação de que, as pessoas mais simples são aquelas que deixam as melhores lições e são as de maior conteúdo intelectual e espiritual. Fiquei também feliz em ver a crônica que fiz ao amigo querido, republicada. Você está de parabéns pelo blog. Continue assim! Marilia Cunha - mariliacunha16@hotmail.com
natal fernando disse…
Teresa ficou muito bom o texto e certamente chegou em época de muita lembrança da família. Parece que abrangeu toda a história do Grande Mário. Mas acho que seria impossível ficar completa e outros amigos que lerem vão lembrar-se de outros casos. Os poucos encontros que tive foram parecidos com os narrados. Acompanhei-o na Uniapa algumas vezes e, levando alguns visitantes, mostrou o Pica-pau, a batida de coco, etc. Antes disso tivemos que ir à cadeia para ele entregar jornais velhos para os presos lerem. Muitas vezes mostrou uma cirurgia na testa explicando que sofreu um acidente de avião: estava andando na rua, olhou para cima para ver um avião, tropeçou e bateu a cabeça no chão! Em Brasília ele vinha e percorria algumas repartições para vender rifas para obras beneficentes da cidade. Em seus últimos anos eu sempre passava pelo seu escritório para cumprimentá-lo, mas ele já dizia que não tinha mais cabeça para falar das coisas sérias da cidade, às vezes se comunicava com algum corretor para agenciar a venda de um imóvel, mas viajar, dançar era o que mais lhe davam alegrias. Estou grato a você por relatar a memória do meu amigo. Abraço. Natal
natal fernando disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
mariaci disse…
Querida Teresa, sua sensibilidade permitiu que você captasse a essência da história de vida de papai, e do seu eterno amor por Ar+Água+Ri. Agradecemos profundamente pelo seu carinho e sua atenção. Um abraço de coração pra coração. Mariaci.
(mariacinunes@gmail.com)
Anônimo disse…
"Mano Mário" - o Jr. - é um grande amigo, muito querido, que Deus colocou no meu caminho ainda em nossa juventude. Tive o grande prazer em conhecer seu pai em Brasília - o Seu Mário - e logo entendí de onde vinha toda aquela simpatia contagiante do mano. Fiquei encantada com Seu Mário logo de cara. Uma pessoa iluminada. Ele imediatamente me cobrou uma visita à Araguarí. Sinto-me privilegiada em tê-lo conhecido. Parabéns pela linda família, Mano, Mariací e Maristela! Quanto orgulho ter tido um pai assim. Vamos ter saudades sempre!!!!!! Beijos,
Sádie (de Belém, Pará)
sadiemorhy@yahoo.com
Anônimo disse…
Grande e saudoso Mário Nunes! Uma das histórias mais incríveis do MN foi o golaço que ele marcou no São Paulo Futebol Clube, que foi jogar um amistoso em Araguari, 1957, e perdeu de 1X2 para o selecionado araguarino. O SPFC era um timaço, cheio de craques como De Sordi, Poy, Zizinho, Canhoteiro, foi campeão paulista e tudo mais. O jogo em Araguari estava no final do segundo tempo, placar de 1 X 1, quando o Mário, jogando de ponta direita (ele jogava nas duas pontas), quis cruzar uma bola da intermediaria para a grande área do São Paulo e acabou chutando muito forte. Ocorre que uma providencial “ventania” que afetou o estádio Sebastião César, naquele exato momento, levou a bola a fazer uma incrível curva, entrar na forquilha da trave direita e morrer no fundo das redes, para desespero do goleiro Poy, que, demorou a perceber o que tinha acontecido. Golaço, final de jogo, o MN carregado como herói, festa da torcida de Araguari e perplexidade do timaço do SPFC. Infelizmente naquela época não se filmava como hoje, pois quem viu diz que foi um chamado “Gol de Placa”, presume-se parecido com o que o Ronaldinho Gaúcho fez na semifinal contra a Inglaterra na Copa de 2004. O MN me contou esse golaço umas três vezes, afirmando sempre, com sua honestidade ímpar, que o gol foi sem querer.

A vida do Mário Nunes dá um excelente livro. Era uma figura da qual todo mundo gostava, o Mário e toda vez que vinha aqui em Brasília ver seus filhos, me telefonava atrás do “deputado Morais”. Escrevi alguns artigos sobre ele na velha Gazeta do Afif e ele gostava muito dessas lembranças. Era o “Divulgador” da sua querida Ar-Água-Ri, e tinha todas aqueles brincadeiras que ele inventava.
Zé Eustáquio
Marcos disse…
Belíssima homenagem a esse gigante araguarino.
Por várias vezes, tive a oportunidade de conversar com o Mário lá em seu escritório ao lado da Matriz. Sou testemunho do seu imenso amor por nossa querida Araguari. Sempre que ia lá, ficava bisbilhotando jornais e recortes de notícias falando da nossa cidade.
A vida do Mário, com certeza, dará um belíssimo livro. São histórias e mais histórias que necessitam ser eternizadas. Algumas delas, com certeza, poderão ser extraídas de testemunhos dos amigos que jogavam pelada com o Mário nas madrugadas do Pica-Pau.
Por fim, acredito que uma das grandes virtudes do Mário foi incutir nas pessoas a consciência da necessidade de se amar e preservar a história e a cultura de uma cidade. Nesse ponto, houve uma junção perfeita, na medida em que tanto o Mário quanto Araguari são especiais.
Marta Fontoura disse…
Teresa,
Parabéns pelo trabalho de pesquisa que tens desempenhado com dedicação e amor. É preciso que resgatemos a história para que ela não se dilua com o tempo. Conheci um pouco o seu amor por esta iniciativa pioneira. Felicidades a você e a todos que construíram esta história.

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